Pra chegar, "perguntam se eu tenho q seguir uma lhama azul pelo caminho mágico antes d me equilibrar por cipós e andar d barquinho pra chegar em casa".
De que modo? Nem ideia. Só resolvi passar aqui e escrever qualquer coisa, para não dizer que ando deixando os velhos costumes de lado. Mas quer saber? Talvez eu esteja.
Os dias passavam devagar. Manu batia as unhas compridas em sequência em cima da mesa do bar. Enquanto o relógio velho de parede insistia em levar seu tempo exatamente como uma lesma leva a vida, os olhos de manu continuavam longe, perdidos naquele horizonte que não havia... Horizonte triste, mistura pura de tijolo e saudade. Ela pensava, sorria, queria com todas as suas forças poder voltar para aquele dia de final de ano... queria poder aguçar os sentidos e ouvir somente a música que ela ouvira naquela noite chuvosa de reveillón. Sim, chovia... Mas os fogos não deixaram o destino de Manu na mão. Não daquela vez. Ela não tinha o costume de frequentar aquele bar... Normalmente ela ia em casas de samba e de preferência, sempre acompanhada pelas amigas. Mas dessa vez ela estava só, num bar qualquer, ouvindo uma playlist estranha que misturava desde Chico Buarque até Natiruts. Mas a pesar de tudo, ela estava certa de que tudo ali estava a seu favor. Respirou f...
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